"Quanto custa?" é a primeira pergunta que nos fazem, e é a certa. Mas a resposta tem duas metades: o que pagas para ter e-mail no domínio da empresa, e o que arriscas por não o ter. A segunda metade está nas notícias.
Um só e-mail, 4,92 milhões de dólares
Em Fevereiro de 2026, o distrito escolar de Dickinson, no Dakota do Norte, revelou que tinha perdido 4,92 milhões de dólares. Segundo a Government Technology, com o Bismarck Tribune, criminosos fizeram-se passar por um fornecedor de confiança e desviaram dois pagamentos do fundo de obras. O caso foi parar ao FBI e ao Departamento de Justiça.
Não houve assalto, nem cofre arrombado. Houve mensagens bem escritas, um fornecedor conhecido e um pedido de pagamento que parecia normal.
O preço médio de uma burla por e-mail
O caso de Dickinson não é uma excepção. No relatório do APWG para o primeiro trimestre de 2026, a empresa de segurança Fortra calculou que o valor médio pedido nas burlas BEC por transferência bancária foi de 42 663 dólares. O mesmo relatório mostra que 72% destas burlas partiram de contas de webmail gratuito.
O relatório anual do FBI para 2025 regista 24 768 queixas de BEC nos Estados Unidos, com perdas declaradas de 3 046 598 558 dólares. Dividindo um número pelo outro, a perda média ronda os 123 mil dólares por queixa. Foi o segundo tipo de fraude com mais perdas declaradas, só atrás da fraude de investimento. Quando esta burla acerta, acerta em grande.
Para uma empresa moçambicana, 42 mil dólares são mais de dois milhões e meio de meticais.
O que custa a confiança perdida
O dinheiro desviado é a perda mais visível. A outra é silenciosa: o cliente que não responde.
No inquérito da Verisign, 74% dos consumidores disseram confiar mais num e-mail com a marca da empresa do que num endereço gratuito. Cada proposta que sai de um Gmail parte com essa desvantagem, perante cada cliente, em cada mensagem.
E há os prazos. O regulamento de contratação pública permite notificar os concorrentes por e-mail, e alguns prazos de resposta são de três dias úteis. Uma notificação que se perde numa caixa pessoal ou no spam pode custar o concurso inteiro.
O gratuito sai caro
O Gmail não cobra mensalidade, mas cobra noutros sítios:
- o tempo de explicar a cada cliente que aquele endereço é mesmo da empresa;
- as mensagens do site ou da facturação que vão parar ao spam, porque não podem ser autenticadas em nome de um endereço do Gmail;
- o histórico que sai com o funcionário que criou a conta;
- o risco de alguém criar uma conta igual à tua e escrever aos teus clientes.
Cada um destes riscos tem um artigo próprio neste blog. Somados, valem muito mais do que uma mensalidade.
O que se paga
Ter e-mail com o nome da empresa custa duas coisas.
O domínio. É o nome que fica depois do arroba. Regista-se num registador, fica em nome da empresa e paga-se por ano. Pelos valores indicativos que mostramos na nossa loja, um domínio moçambicano, como .co.mz, anda pelos 2 900 MZN por ano, e um internacional, como .com, pelos 900 MZN por ano. Este valor é pago ao registador e serve também para o site da empresa.
O plano de caixas. É o serviço que guarda e entrega o correio. No OmniBox paga-se em meticais, por M-Pesa ou e-Mola, por mês ou por ano, e cada plano traz um número de caixas e de espaço. Os preços actuais estão sempre na página dos planos.
Somadas as duas parcelas, o e-mail profissional é uma despesa fixa, previsível e pequena ao lado da renda, do contabilista ou da comunicação.
Faz a conta com os teus números
Precisas de três dados que só tu tens:
- O valor médio de um contrato ou de um cliente novo para a tua empresa, num ano.
- Quantas propostas ou contactos com clientes novos fazes por ano.
- O custo anual do e-mail profissional, somando o domínio e o plano.
Agora faz a pergunta ao contrário: quantos negócios precisas de salvar, por ano, para o e-mail se pagar?
Um exemplo ilustrativo: se um contrato médio vale 150 000 MZN por ano e o e-mail profissional, com o domínio, custa uma pequena fracção disso, basta um contrato que dependa de uma proposta que chegou à caixa certa, ou de um cliente que não desconfiou, para a despesa ficar paga muitas vezes.
E do outro lado da balança está uma única transferência desviada, que em média vale dezenas de milhares de dólares.
Seguro barato para um risco caro
O e-mail no domínio da empresa não é um luxo. É um seguro de valor fixo contra riscos que, quando acontecem, custam muito mais:
- os clientes passam a ter uma regra simples, só confiar em @tuaempresa.co.mz;
- as mensagens do site e da facturação saem autenticadas e chegam à caixa de entrada;
- o correio fica na empresa quando alguém sai;
- as notificações de concursos chegam a uma caixa que a empresa controla.
Começa hoje
Uma burla por e-mail custa, em média, dezenas de milhares de dólares. Um cliente que desconfia custa um negócio. Um e-mail com o nome da tua empresa custa um domínio por ano e um plano de caixas pago em meticais.
Vê os planos e os preços aqui, com pagamento mensal ou anual por M-Pesa ou e-Mola, e protege a tua empresa antes que o próximo e-mail falso tenha o teu nome.
Fontes
Todas as fontes foram consultadas pela equipa do OmniBox a 6 de Outubro de 2026.
- 01North Dakota School District Loses $4.9M to Email ScamGovernment Technology, com The Bismarck Tribune, 13 de Fevereiro de 2026
- 02Phishing Activity Trends Report, 1st Quarter 2026APWG (Anti-Phishing Working Group), com dados da Fortra, 21 de Maio de 2026
- 032025 IC3 Annual ReportFBI, Internet Crime Complaint Center, 2026
- 04Verisign 2015 Online Survey: 97 Percent of SMBs Would Recommend Having a Website to Other SMBsVerisign, 1 de Outubro de 2015
- 05Decreto n.º 79/2022, Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao EstadoBoletim da República, I série, n.º 252 (via UFSA), 30 de Dezembro de 2022
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